Chefe do Executivo municipal, Evandro Lott Moreira (Republicanos), foi detido na manhã desta quarta-feira (1º); investigação corre sob sigilo com base na Lei Maria da Penha
A cidade de Guanhães, localizada no Leste de Minas Gerais, amanheceu novamente sob forte repercussão nesta quarta-feira (1º), após a prisão do prefeito Evandro Lott Moreira. A detenção ocorreu durante mais uma fase da operação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga um caso de violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com a Polícia Civil, foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça com base nos elementos reunidos ao longo das investigações. O procedimento tramita sob sigilo, em razão da natureza sensível do caso, que está fundamentado na Lei Maria da Penha, legislação que estabelece mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência.
Após receber voz de prisão, o prefeito foi conduzido à delegacia, acompanhado por advogados. Na unidade policial, ele teria entregue voluntariamente seu aparelho celular para perícia. Em seguida, foi encaminhado a uma unidade de saúde para realização de exames de rotina e, posteriormente, permaneceu à disposição da Justiça.
Desdobramento de operação anterior

A prisão desta quarta-feira é resultado de um novo desdobramento da operação realizada no último dia 25 de março, quando diversas viaturas da Polícia Civil de Minas Gerais estiveram posicionadas em frente à sede da Prefeitura de Guanhães. Na ocasião, o acesso ao prédio público foi totalmente restringido, impedindo a entrada e saída de pessoas, o que chamou a atenção de moradores e servidores.
Durante a primeira fase da operação, foram cumpridas medidas cautelares e apreendidos materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. As diligências ocorreram de forma discreta, com o objetivo de preservar a integridade da possível vítima e garantir a condução adequada do processo.
Com o avanço das apurações e a reunião de novos indícios, a Justiça autorizou medidas adicionais, incluindo a prisão preventiva do chefe do Executivo municipal. Ele foi detido na própria cidade e encaminhado à Delegacia Regional, onde segue prestando esclarecimentos.
A Polícia Civil de Minas Gerais não divulgou mais detalhes sobre o caso até o momento, reforçando que as informações permanecem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
