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BOLSA FAMÍLIA: GOVERNO ANTECIPA PAGAMENTOS DE OUTUBRO E ANUNCIA REAJUSTE DE 15%
Novo calendário concentra os depósitos até 21 de outubro; medida também prevê antecipação nos meses de novembro e dezembro
O Governo Federal anunciou mudanças no calendário de pagamento do Bolsa Família, com a antecipação dos depósitos referentes ao mês de outubro e um reajuste de 15,04% nos benefícios. Segundo as informações divulgadas, a alteração no cronograma também deverá ser aplicada nos meses de novembro e dezembro, sob a justificativa de prevenir possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño.
Os pagamentos de outubro começaram nesta segunda-feira (19) e, com a mudança, deverão ser concluídos na quarta-feira (21), em vez de se estenderem até o dia 31, como previsto inicialmente.
A medida chama a atenção por ocorrer em um período próximo ao segundo turno das eleições presidenciais, previsto para o fim de outubro. A proximidade entre o anúncio e o calendário eleitoral pode motivar questionamentos sobre os efeitos políticos da decisão, embora a justificativa oficial apresentada pelo governo esteja relacionada aos possíveis impactos climáticos.
NOVOS VALORES DO BENEFÍCIO
Com o reajuste anunciado, o valor mínimo mensal do Bolsa Família passa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777, representando um aumento nominal de aproximadamente R$ 102 por família.
De acordo com as informações divulgadas, o reajuste corresponde à reposição inflacionária acumulada de 15,04% entre o início do programa, em 2023, e agosto de 2026. A medida teria sido anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 17 de setembro.
CONFIRA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO
Os depósitos serão realizados de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS):
- Segunda-feira (19/10): NIS final 1;
- Terça-feira (20/10): NIS final 2;
- Quarta-feira (21/10): NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
Com a antecipação, todos os beneficiários contemplados no calendário de outubro deverão receber até quarta-feira (21), conforme o cronograma informado.
IMPACTO NAS CONTAS PÚBLICAS
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o custo do reajuste será de aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2026, a partir da folha de pagamento de outubro. Para 2027, o impacto estimado é de R$ 22 bilhões, valor que deverá ser incorporado à proposta orçamentária em tramitação no Congresso Nacional.
O ministro afirmou ainda que parte do espaço fiscal utilizado para financiar a medida estaria relacionada à redução das despesas decorrentes da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a explicação do governo, o reajuste não exigiria créditos adicionais fora do orçamento previsto.
A antecipação dos pagamentos e o aumento dos valores representam mudanças relevantes para milhões de famílias que dependem do programa. Ao mesmo tempo, a proximidade do calendário eleitoral reforça a importância de acompanhar as justificativas oficiais, os custos da medida e sua execução orçamentária.
